Doom de 1993 ganha DLSS 5 em port com DirectX 12 feito por modder

Resumo
O Doom original, de 1993, recebeu um port para Windows x64 que aplica o DLSS 5 Neural Rendering da Nvidia, criado pelo modder Nikolai Zhivotenko a partir do código do Linux Doom 1.10. O jogo continua renderizando em 320×200 e apresenta a imagem em uma janela DirectX 12 de 1280×800, com dados de profundidade, normais e movimento gerados a cada quadro. O projeto, sob licença GPLv2 no GitHub, também aceita DLSS 4, 4.5, FSR 2.2 e Anime4K.
Foto: Divulgação
Pergunte à IA sobre esta notícia:
Nesta notícia

Doom de 1993 agora roda com DLSS 5 em um port para Windows criado pelo modder Nikolai Zhivotenko e divulgado em 6 de outubro de 2026. Para quem tem uma placa compatível com a tecnologia da Nvidia, as paredes, o sangue e os sprites de demônios ganham contornos definidos sem perder a fluidez original.

Renderização em 320×200 e saída em 1280×800 via DirectX 12

O projeto parte do código do Linux Doom 1.10, liberado pela id Software, e troca o caminho de apresentação por DirectX 12. A engine continua desenhando o jogo em 320×200, a resolução dos anos 1990, mas cada quadro passa a gerar dados de profundidade, normais e vetores de movimento, informações que não existiam no renderizador de 1993 e que o DLSS usa para reconstruir a imagem.

O resultado, segundo o Canaltech, é uma redução considerável do serrilhado e do estiramento de pixels, com texturas de parede, poças de sangue e demônios mais nítidos na janela de 1280×800. Conforme a página da Nvidia sobre o DLSS, a tecnologia usa redes neurais para ampliar a resolução e reconstruir detalhes a partir desses dados.

320×200 de renderização interna, janela DirectX 12 de 1280×800 e 6 modos de apresentação, do DLSS 5 ao FSR 2.2.

Código aberto no GitHub e Duke Nukem 3D nos planos

O código está no GitHub sob licença GPLv2, a mesma do Doom original, e aceita os arquivos IWAD de Doom e Doom II. Além do DLSS 5, o port oferece DLSS Ray Reconstruction, DLSS 4 e 4.5 Super Resolution, FSR 2.2 da AMD, Anime4K e o modo padrão de ampliação 4x por vizinho mais próximo, para placas sem suporte às tecnologias da Nvidia.

Zhivotenko planeja levar a mesma abordagem a Duke Nukem 3D e Quake, sem data divulgada. O port não é um DLSS rodando dentro do MS-DOS: é uma versão para Windows x64 que preserva a lógica do jogo e moderniza só a apresentação, o que exige uma GPU compatível com cada modo escolhido.

O que você acha? Você jogaria Doom de 1993 com DLSS 5 ou prefere os pixels originais? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria de PC e Hardware.

Perguntas Frequentes

O que o modder fez para Doom de 1993 rodar com DLSS 5?

Doom de 1993 recebeu um port para Windows x64 feito por Nikolai Zhivotenko a partir do Linux Doom 1.10, com apresentação em DirectX 12. O jogo segue renderizando em 320×200, mas gera profundidade, normais e vetores de movimento a cada quadro, dados que o DLSS 5 usa para ampliar a imagem para 1280×800.

Quais placas e jogos funcionam com o port de Doom com DLSS 5?

Doom e Doom II funcionam no port por meio dos arquivos IWAD originais, que o usuário precisa ter. Os modos DLSS pedem uma GeForce RTX compatível; quem tem placa AMD ou Intel pode usar FSR 2.2, Anime4K ou a ampliação 4x padrão.

Como o DLSS 5 melhora o visual de Doom sem mudar o jogo?

Doom mantém a lógica, a velocidade e a resolução interna de 1993; o DLSS 5 atua só na etapa final, reconstruindo a imagem com dados de profundidade e movimento gerados pelo port. O ganho é menos serrilhado e menos estiramento de pixels em paredes, sangue e sprites, com a mesma taxa de quadros, segundo o Canaltech.

Compartilhe esta notícia
Quem publicou esta notícia
Henrique Beaga
Redação e cobertura de PC e hardware | Henrique Beaga atua na redação do Pixlland, cobrindo componentes, periféricos e jogos para computador. Seu foco é explicar informações técnicas de maneira acessível, contextualizando desempenho, compatibilidade e novidades do mercado.

Continue lendo

A Minisforum colocou à venda no site oficial o mini PC MS-S1 Max-P495, apresentado na IFA 2026, em Berlim. O modelo usa o Ryzen AI Max+ Pro 495, tem 192 GB de memória LPDDR5X unificada, dos quais até 160 GB podem servir à parte gráfica, e vem em configuração única com SSD de 2 TB por US$ 7.399, segundo o Notebookcheck.
08/10/2026
P.T., o teaser de terror de Hideo Kojima, ganhou um port nativo para PC feito por um fã, o desenvolvedor LoreanXavier. O projeto reconstrói o jogo em C++ e Vulkan a partir do executável de PS4, roda acima de 60 FPS e está cerca de 97% completo, segundo o DSOGaming. Não há data de lançamento, e o suporte ao FSR 3.1 aparece como opcional ou planejado, conforme a fonte.
08/10/2026
O pesquisador independente Radium Wang colocou Doom para rodar na Hasselblad X2D 100C, câmera de médio formato com sensor de 100 megapixels. O obturador dispara a arma, a tela de toque gira o personagem e o jogo tem som. O experimento faz parte de um repositório no GitHub, atualizado em 7 de outubro de 2026, que também destrava foco contínuo e outros recursos na câmera. O autor avisa que não se trata de um produto acabado.
07/10/2026