Michael Smith pega 18 meses por fraude com músicas de IA

Resumo
O americano Michael Smith, de 54 anos, foi condenado em 6 de outubro de 2026 a 18 meses de prisão por fraudar serviços de streaming com músicas geradas por inteligência artificial. Entre 2017 e 2024, ele usou milhares de contas automatizadas para ouvir as próprias faixas e receber royalties. A Justiça federal de Nova York determinou ainda dois anos de liberdade supervisionada e a devolução de quase US$ 8,1 milhões.
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Michael Smith foi condenado em 6 de outubro de 2026 a 18 meses de prisão por fraudar serviços de streaming com músicas geradas por inteligência artificial, em sentença do juiz federal John G. Koeltl, de Nova York. Para quem acompanha o avanço da IA na música, é o primeiro processo criminal federal dos Estados Unidos sobre fraude de reproduções a terminar em pena.

Robôs ouviram bilhões de vezes faixas geradas por IA

Smith, de 54 anos, morador de Cornelius, na Carolina do Norte, admitiu em março a culpa por conspiração para cometer fraude eletrônica. Conforme a reportagem da Blue Ridge Public Radio sobre a sentença, ele também cumprirá dois anos de liberdade supervisionada e terá de devolver quase US$ 8,1 milhões, valor próximo do que recebeu em royalties.

O esquema funcionou de 2017 a 2024. Segundo a acusação, Smith abriu milhares de contas falsas em plataformas de música, pagas com cartões de débito obtidos de forma fraudulenta, e usou programas automatizados para reproduzir centenas de milhares de faixas criadas por IA. A partir de 2018, ele passou a receber milhares de músicas por semana do executivo de uma empresa de música por IA.

“Precisamos conseguir uma TONELADA de músicas rápido para driblar as políticas antifraude que esses caras estão usando agora”

Catálogo falso superou Taylor Swift em planos família

A frase está em um e-mail de Smith a parceiros, citado na denúncia. Para não chamar atenção dos sistemas de detecção, ele espalhava as reproduções por milhares de faixas, em vez de concentrá-las em poucas. O TecMundo relata que o esquema chegou a ter 10 mil robôs e explorou Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube Music.

Os promotores usaram uma comparação para dar a escala. Em abril de 2023, todo o catálogo de Taylor Swift teve 9,3 milhões de reproduções em planos família do YouTube Music. No mesmo mês, as músicas de IA de Smith somaram 81 milhões nesse tipo de plano. Ele tinha sido denunciado em 2024 por fraude eletrônica, conspiração e lavagem de dinheiro, e o acordo manteve só a conspiração.

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Perguntas Frequentes

Qual foi a pena de Michael Smith pela fraude com músicas de IA?

Michael Smith recebeu 18 meses de prisão, seguidos de dois anos de liberdade supervisionada, em sentença de 6 de outubro de 2026 do juiz federal John G. Koeltl, de Nova York. Ele também terá de devolver quase US$ 8,1 milhões. Smith admitiu a culpa em março por conspiração para cometer fraude eletrônica.

Como funcionava o esquema de fraude nas plataformas de streaming?

Michael Smith abriu milhares de contas falsas em serviços de música, pagas com cartões de débito obtidos de forma fraudulenta, e usou programas automatizados para ouvir centenas de milhares de faixas geradas por IA. As reproduções eram espalhadas por muitas músicas para escapar da detecção. O esquema durou de 2017 a 2024, segundo a acusação.

Quais serviços de música foram afetados pela fraude de Michael Smith?

Michael Smith explorou Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube Music, conforme o TecMundo. Os promotores afirmam que as contas automatizadas reproduziram as músicas bilhões de vezes. Em abril de 2023, as faixas de IA dele tiveram 81 milhões de reproduções em planos família do YouTube Music, contra 9,3 milhões do catálogo de Taylor Swift.

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Quem publicou esta notícia
Marcio Castro
Editor responsável e cobertura de lançamentos | Márcio Castro fundou o Pixlland e responde pelo que o site publica. Além de revisar e publicar as notícias, acompanha datas, trailers, adiamentos e pré-vendas, zelando pela clareza e pela precisão de cada matéria que chega ao leitor.

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