University of Limerick divulgou em 5 de outubro de 2026 um estudo em que a assistente de IA Johanna recebeu 10,25% menos dinheiro que o assistente Johan, ambos com a mesma tecnologia. Para quem desenha assistentes virtuais, o resultado indica que a aparência do agente pode mexer com a remuneração atribuída a ele.
Como o teste com 189 trabalhadores foi montado
A pesquisa, descrita em comunicado da universidade no EurekAlert, colocou 189 trabalhadores em um escritório de realidade virtual, onde eles executaram tarefas ao lado de quatro assistentes de IA: um chatbot de texto, um robô de mesa e dois avatares humanos, Johan e Johanna. Ao final, os participantes dividiram dinheiro real entre si e os assistentes, o que permitiu medir quanto cada um recebeu pelo trabalho.
Johan e Johanna usavam o mesmo modelo, o gpt-4-1106-preview da OpenAI, e diferiam apenas na aparência e nos sinais de gênero. O estudo saiu nos Proceedings of the ACM on Human-Computer Interaction em 2 de outubro de 2026, com o título Human-Like and Male? How AI Assistant Design Relates to Trust and Monetary Reward at Work in VR, e foi apresentado no NordiCHI ’26, em Vaasa, na Finlândia.
“A tecnologia por trás desses agentes de IA era exatamente a mesma, mas as pessoas não os trataram da mesma forma”, disse a pesquisadora Mary Hausfeld, da University of Limerick.
A distância entre o que as pessoas dizem e o que fazem
Os pesquisadores apontam uma distância entre as atitudes declaradas pelas pessoas e o comportamento delas quando há dinheiro real em jogo. Johanna e Johan executaram as mesmas tarefas com a mesma base tecnológica, e a diferença de 10,25% apareceu apenas na hora de dividir o pagamento. Veículos brasileiros, como o Terra, arredondaram o resultado para cerca de 10% menos.
O trabalho reúne autores da University of Zurich, da University of Limerick e da SKEMA Business School: Isabelle Cuber, Tarek Alakmeh, Moritz Jenny, Jochen Menges, Thomas Fritz, Mary Hausfeld e Anand van Zelderen. A comunicação da universidade vincula a pesquisa à Kemmy Business School, de Limerick, e o artigo recebeu o DOI 10.1145/3829807.3829910, que permite localizar o texto completo.
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Perguntas Frequentes
Quanto a assistente de IA feminina recebeu a menos no estudo?
Johanna recebeu 10,25% menos dinheiro que Johan, segundo a University of Limerick. Os dois avatares humanos usavam a mesma tecnologia e executavam as mesmas tarefas, e a diferença apareceu na divisão de dinheiro real feita pelos participantes. Veículos brasileiros arredondaram o resultado para cerca de 10% menos ao relatar a pesquisa.
Quantas pessoas participaram do estudo sobre IA e gênero?
Limerick colocou 189 trabalhadores em um escritório de realidade virtual para completar tarefas ao lado de quatro assistentes: um chatbot de texto, um robô de mesa e os avatares Johan e Johanna. Ao fim, cada participante dividiu dinheiro real entre si e os assistentes. O trabalho foi apresentado no NordiCHI ’26, na Finlândia.
Que modelo de IA estava por trás dos avatares Johan e Johanna?
GPT-4-1106 Preview, da OpenAI, rodava por trás dos dois avatares humanos, o que padronizou a capacidade de resposta de ambos. Com isso, a aparência e os sinais de gênero eram as únicas diferenças entre Johan e Johanna. A pesquisa saiu nos Proceedings of the ACM on Human-Computer Interaction, com DOI 10.1145/3829807.3829910.